Micose nos pés: por que tratar é uma questão de saúde !
Infecções por fungos podem parecer um problema apenas estético, mas, quando não recebem o tratamento adequado, podem persistir, se espalhar e favorecer outras complicações.
Coceira, descamação, vermelhidão, mau odor, alterações na pele e mudanças na aparência das unhas são alguns dos sinais que podem indicar uma infecção fúngica. Conhecidas popularmente como “frieira” ou “micose”, essas infecções são comuns, especialmente nos pés, devido ao calor, à umidade e ao uso prolongado de calçados fechados.
No caso das unhas, a infecção por fungos, chamada onicomicose, pode provocar alteração da cor, espessamento, descolamento, deformidade e fragilidade da unha. Em alguns casos, o problema pode permanecer por meses ou até anos quando não é identificado e tratado corretamente.
Por que não devemos ignorar uma micose?
Um dos principais erros é acreditar que a micose desaparecerá sozinha. Sem tratamento adequado, a infecção pode continuar ativa e atingir outras unhas ou regiões da pele.
Além disso, a pessoa pode contribuir para a disseminação dos fungos ao compartilhar objetos de uso pessoal, como alicates, toalhas, meias e calçados.
Lesões provocadas pela infecção, coceira e fissuras na pele também podem comprometer a barreira de proteção do organismo, facilitando a entrada de bactérias e aumentando o risco de infecções secundárias.
Em pessoas que apresentam condições que aumentam a vulnerabilidade dos pés, como diabetes ou problemas de circulação, os cuidados devem ser ainda maiores. Pequenas lesões podem evoluir de maneira mais preocupante e exigem avaliação e acompanhamento profissional.
O tratamento precisa ser individualizado
Nem toda alteração na unha ou na pele significa necessariamente uma micose. Traumas, alterações dermatológicas e outras condições podem apresentar sinais semelhantes. Por isso, o diagnóstico correto é fundamental antes de iniciar qualquer tratamento.
O tratamento pode envolver cuidados locais e medicamentos específicos, dependendo do tipo e da extensão da infecção. A duração também varia de acordo com cada caso, e interromper o tratamento assim que os sintomas melhoram pode favorecer a persistência ou o retorno da infecção.
Por esse motivo, a orientação de profissionais habilitados é importante para identificar o problema, acompanhar sua evolução e, quando necessário, encaminhar o paciente para avaliação médica ou dermatológica.
Prevenção também faz parte do tratamento
Alguns cuidados simples podem ajudar a reduzir o risco de infecções fúngicas:
- Manter os pés limpos e bem secos, principalmente entre os dedos;
- Trocar as meias diariamente;
- Evitar permanecer por longos períodos com os pés úmidos;
- Não compartilhar alicates, lixas, toalhas, meias ou calçados;
- Higienizar adequadamente os instrumentos utilizados no cuidado das unhas;
- Alternar os calçados e permitir que eles sequem completamente;
- Evitar andar descalço em locais públicos e úmidos;
- Procurar atendimento ao perceber alterações persistentes na pele ou nas unhas.
Cuide dos seus pés antes que o problema se agrave
Cuidar dos pés não é apenas uma questão de estética. É uma forma de prevenção e promoção da saúde.
Se você percebeu alteração na cor, espessura ou formato das unhas, descamação, coceira, fissuras ou outros sinais de possível infecção, procure uma avaliação profissional.
Podóloga Alessandra
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