E por falar em livre-arbítrio
Acontece, às vezes uma circunstância sequestrar um ilusório controle que acreditávamos ter ganhado. Cada qual vai construindo sua vida com o que tem na mão, a cada momento, com matérias próprias ou alheias, melhor, improvisando com o que encontra. Ninguém, deliberadamente faz algo consciente da consequência, porque sua consciência não está no comando, e sim as circunstancias do momento e suas emoções nascidas de experiências passadas. Emoções estas, despertas pelo inconsciente, contrariando completamente a teoria do livre-arbítrio.
Parece não existir outra opção, caminhar à margem ou saltar no rio sem saber nadar, inatividade ou ação, ou ouvir os espertos dizerem que há uma terceira opção, como se qualquer um tivesse a capacidade de escolher o melhor, sabendo do risco do pior.
O medo e a coragem são caras da mesma moeda, e nenhuma delas garante um resultado desejado, apenas previsível estatisticamente, e se somente, for capaz de fazer uma recopilação e análise do repetido com caras diferentes; algo que com o tempo se nota como impossível.
É como se cada um viesse pronto a experimentar com o que é, suas circunstancias únicas e pessoais.
Com isso, qualquer julgamento pessoal e alheio corre o risco de não somar nada a esta complicada arte do viver.