Estudo inédito revela principais problemas dos carros elétricos usados
As falhas em carros elétricos mais comuns não estão na bateria principal do veículo, mas sim em componentes elétricos básicos. Foi o que revelou um estudo recente da seguradora Warrantywise, com base em pedidos de reparo no Reino Unido. Sensores, sistemas de travamento e módulos eletrônicos lideram a lista de ocorrências.
O dado chama atenção no Brasil, onde o receio com a bateria de alta tensão dos carros ainda pesa na decisão de compra de um elétrico usado. A pesquisa concluiu que os problemas mais frequentes são semelhantes aos de carros a combustão e, em alguns casos, mais simples do que se imagina.
Elétricos usados e as falhas mais comuns
Os registros analisados pela empresa britânica colocam os sistemas elétricos no topo das falhas entre os usados movido à eletricidade. Sensores, de forma geral, apresentaram custo médio de reparo de 810 libras (R$ 5.500 na conversão direta). Em casos isolados, os valores ultrapassaram 4 mil libras (R$27 mil) entre os clientes pesquisados, dependendo da complexidade.
Problemas na suspensão também aparece com frequência nos elétricos usados, especialmente nos braços triangulares de suspensões independentes. O peso maior dos elétricos ajuda a explicar esse desgaste mais acelerado em comparação a modelos equivalentes a combustão. O custo médio gira em torno de 1.230 libras (R$ 8.300), mas houve registros de reparos acima de 4.100 libras (R$ 28 mil).
Ainda conforme o estudo, outro item frequente de falhas é a tradicional bateria auxiliar de 12V (presente também dos carros a combustão), responsável por alimentar todos os sistemas eletrônicos do veículo. Mesmo sendo simples, ela gerou reparos com custo médio de 535 libras (R$ 3.700), mostrando que componentes tradicionais continuam pesando no bolso de quem compra um carro elétrico usado.
Top 5 tem só um item exclusivo dos elétricos
Entre os itens específicos de veículos 100% elétricos, o único que entrou para a lista dos 5 com reparo mais caro foi o conversor de corrente elétrica do sistema de recarga (carregador de bordo).
Embora este tipo de falha não seja o mais comum, quando ocorreu, foi o que mais pesou no bolso do comprador. Segundo a Warrantywise, o custo para consertar o conversor foi, em média, de 2.160 libras (R$ 14,7 mil). Em casos extremos, onde foi preciso a troca completa do dispositivo, a conta foi acima de 10 mil libras (R$ 68 mil).
Bateria principal não lidera problemas
Ao contrário do que muitos compradores temem no Brasil, a bateria de alta tensão dos elétricos usados, instalada sob o assoalho, e que fornece a energia para mover o veículo, não apareceu entre as 5 principais falhas dos modelos, o que sugere uma maior robustez do conjunto, que costuma ter garantias mais longas oferecidas pelas fabricantes.
A pesquisa no entanto confirmou algo inegável, quando algum defeito atinge a bateria principal do elétrico usado, o impacto financeiro é, sim, bem elevado, com o conserto ficando acima de 6.400 libras (R$ 43 mil).
Custo de manutenção em alta
Por fim, o estudo também apontou um aumento de 10,7% no valor médio dos reparos dos carros elétricos no Reino Unido, entre 2024 e 2025. A alta está mais ligada a fatores como inflação, custo de peças e mão de obra do que a uma piora na confiabilidade dos veículos elétricos.
Com informações www.otempo.com.br/autotempo