E por falar em conversar
Conversar não é o mesmo para todas as pessoas. Há quem lhes encanta estar conversando apenas de política, trabalho, de receita de bolos, do vizinho, amigo e tantos outros motivos. Para a maioria o essencial é não se comprometer por medo do próprio hábito de contar aos demais o que há contado ao outro. Da falta de coragem de se desnudar mentalmente com o outro sem medo de parecer ridículo ou não ter todas as respostas, evita conversar, saber das experiências humanas do outro. Por falta de diferenciação do que é intimidade, ou seja, ouvir e falar sem julgar e acima de tudo não compartilhar o que é privacidade, fazer da conversação próxima um ato de pura negação da clareza e valentia pessoal que pode fornecer.
Saber que honestidade é não mentir e que integridade é cumprir, ajuda a assumir um compromisso pessoal de lealdade e ético diante de uma conversação.
Por certo que nem toda conversação tem um caráter pessoal, más evitá-la pode custar a oportunidade de contar e ouvir o que existe em um universo pessoal tão complexo como o nosso e o do outro.
Pode ser que preferimos mostrar que somos únicos e diferentes, que não faz falta proximidades, exposição a quem quer que seja; buscamos conversar apenas de coisas inúteis e “humanas” ou olhamos a cada segundo o telefone e ver se há alguma novidade que preencha este vazio… alguém ou algo.
Apenas mais um, outro dia a menos.