E por falar de privacidade
Nunca é demasiado falar do que todos sabem. Sabem e não fazem caso, não falam a respeito ou simplesmente esquecem. A intenção em escrever se resume em apenas isso. Nunca é tarde para lembrar conceitos e contextos em qualquer situação, em particular àqueles que nos causam danos, e, aos demais, mesmo porque o sofrimento de um afeta o outro, ou outros. Sabendo disso, outro dia me chamou a atenção uma atriz brasileira falar a respeito da privacidade, e, lembrei de uma coluna publicada neste Jornal que deveria ser reeditada, (E por falar de etiqueta), dita atriz afirmava com a certeza de uma jovem que o casamento terminava porque deixava de existir privacidade. À primeira vista se pode estar de acordo, se, não considerar-se a outra parte fundamental na relação, a intimidade. É fácil confundir uma coisa com a outra e descuidar-se, não ter claro a diferença e principalmente a importância destas duas pernas para uma saudável convivência. Uma relação ou casamento sem intimidade não pode existir, porém, um casamento onde a privacidade de cada um deixa de existir afeta a magia da relação. A falta de privacidade pode ser entendida, e é, falta de respeito consigo mesmo e com o outro. Desprezar a sanidade dentro de uma relação é o primeiro passo para destruí-la, assim como confundir a intimidade com a privacidade. A admiração nasce do cuidado em saber estar em uma relação. Cuidem-se.