Novas formas de intervir em saúde mental
Nos últimos anos, a psiquiatria tem avançado não apenas na compreensão dos transtornos mentais, mas também nas formas de intervenção. Para além dos tratamentos tradicionais, um novo grupo de abordagens vem ganhando espaço: as chamadas técnicas intervencionistas.
De forma geral, são estratégias que atuam mais diretamente sobre o funcionamento cerebral, buscando modificar padrões de atividade associados aos sintomas. Elas não substituem os tratamentos convencionais, mas ampliam as possibilidades terapêuticas, especialmente em quadros mais complexos ou de difícil resposta.
Dentro desse grupo, há diferentes modalidades. Algumas mais antigas, já bem estabelecidas, e outras mais recentes, que vêm se consolidando com o avanço da pesquisa científica.
A eletroconvulsoterapia (ECT), por exemplo, é utilizada há décadas e permanece, ate hoje, como uma das intervenções mais eficazes em casos graves, sobretudo quando há risco iminente ou necessidade de resposta mais rápida. Apesar do estigma histó- rico, trata-se de um procedimento seguro, realizado com anestesia e monitoramento rigoroso.
Mais recentemente, surgiram técnicas na o invasivas, que não envolvem anestesia nem indução de convulsão , e que atuam por meio de estímulos externos aplicados de forma direcionada. Entre elas, destacam-se a estimulação por corrente contínua (tDCS) e a estimulação magnética, que vêm sendo estudadas há cerca de duas décadas e, hoje, já contam com base científica consistente para aplicação clínica com segurança.
Essas abordagens permitem interferir, de maneira controlada, na atividade de regiões específicas do cérebro, abrindo novas perspectivas sobretudo para pacientes que não alcançaram resposta satisfatória com as estratégias tradicionais.
Dentro desse cenário, uma dessas técnicas em especial tem chamado atenção pela combinação entre segurança, tolerabilidade e resultados clínicos.
A Estimulação Magnética Transcraniana: a EMT.
Na próxima edição, explico por que essa foi a abordagem que escolhi aprofundar e quais pacientes, de fato, podem se beneficiar dela.
O importante aqui é sabermos que existem opções e que me mantenho atenta e buscando me atualizar para que meus atendimentos possam cada vez mais estar alinhados com as
necessidades das pessoas que confiam no meu trabalho. Permaneço alerta às novas alternativas, com atualizações de pesquisas recentes apresentando soluções de equilíbrio psíquico, mais possibilidades e qualidade para as pessoas que me procuram.
Dra. Marina Teles
Psiquiatria e Saúde Mental
CRM 109.555
(37) 3242-2112- Clínica Plenitude