E por falar em guerra
Quando se refere a geopolítica é normal que nos referimos a espaços que por sua vez se refere à exclusão, nosso ou deles.
Delimitar uma fronteira física ou mesmo mudá-la de lugar basta alguma força política, mais precisamente ter um exército mais forte que o oponente. A parte dominada a que perde território não domina a arte da guerra, geralmente se autodestrói por buscar uma saída mais digna.
” Se o oponente é mais forte. Por que brigar? Se o oponente é mais fraco. Por que brigar? Se o oponente tiver a mesma força, compreenderá o que compreendes; assim não haverá luta.
”Honra não é orgulho, é consciência real da força que possui”. Anônimo.
Espaços aéreos, inventados ou não, sabidos ou não, são mais invadidos do que se tem informação. Espaços pessoais exclusivos de cada um, não estando mapeados, se tornam um campo minado a qualquer tentativa de aproximação e até mesmo convivência com o outro.
Qualquer tentativa de demarcar uma fronteira no outro, onde se pode caminhar sem explodir uma mina é pura ilusão, é impossível ver o que muda constantemente, definir a forma de um fogo, de um vento, de uma emoção.
Alguém disse “realidade líquida”, realidade são emoções que geram pensamentos que por sua vez ações, é impossível respirar dentro, enxergar dentro, agir com alguma lógica no início de uma emoção do outro, é do outro.
A duras penas podemos fazer algo para evitar nossas guerras internas agindo com mais consciência ao início de nossas constantes diversas e contraditórias emoções. Também é importante insistir em entender e tentar compreender o que passa com a outra pessoa pode ser uma desfortunada maneira de desperdiçar energia, de começar uma guerra, de perder uma guerra.
Nunca haverá espaço para outro, dentro. Interagir é evitar invadir. Manter-se de pé e evitar uma guerra consigo mesmo também é uma forma de contribuir com a paz.
Começa com um…