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Ainda sobre o Carnaval … Um pouco da história do Bloco Boca de Sanfona

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Ainda sobre o Carnaval, trazemos nessa edição uma entrevista com a presidente do Bloco Boca de Sanfona Aparecida Izabel Prado a Doca que nos relatou a história desse grupo momesco, que já caiu no gosto dos foliões . Veja
Como surgiu a ideia de criar o bloco Boca de Sanfona e em que ano ele desfilou pela primeira vez?
A ideia de criarmos um bloco surgiu em razão de não termos um carnaval, ao nosso estilo, na sexta-feira. Tínhamos as Virgens na terça, o Babaloo na quarta e Pau de Gaiola na quinta. Então, resolvemos criar o Boca de Sanfona na sexta. O local seria no Bairro Veredas, isso foi em 2018, para começarmos em 2019, nosso primeiro ano.
Qual foi a inspiração para o nome do bloco e para o estilo musical adotado?
O nome foi muito fácil, somos um grupo grande de amigos e todos gostam muito de cantar e de falar e, Robson (Diabinho) sempre se referia ao “falante” como Boca de Sanfona, que é sinônimo de boca de sacola, adjetivo mais comumente usado. Pronto, seríamos os “Boca de Sanfona”.
O estilo musical foi muito natural. Somos de uma geração de músicas boas como Chicletes com Banana, Raça Negra, e muitos outros. Aí, foi só juntar com o moderno, com o samba, o pagode, algum sertanejo etc. Ficou ao gosto de todas as gerações que nos acompanham.
Quem participou da fundação e como foram os primeiros passos da organização?
O grupo foi grande, mas, sair da conversa, era outra coisa. Criar um bloco precisa de foliões, primeiramente, mas também de responsáveis, que decidem assumem responsabilidades, etc. Essas foram Doca e Célia, até 2023. Em 2024, recebemos um reforço na diretoria com a entrada do Robson (Diabinho). Os primeiros passos foram pequenos, fizemos 50 abadás sob encomenda e colocamos som mecânico. Em 2020, veio a COVID e ficamos 2 anos sem fazer. Retornamos em 2023, desta feita, o encontro foi no Bairro Padre Eustáquio em razão de infraestrutura de apoio como bares, restaurantes, sanduíche, food truck, vias maiores, etc. Até 2024, contávamos com nossos patrocinadores, sem os quais não estaríamos aqui. Esse ano recebemos o apoio da Prefeitura Municipal de Itaúna que nos apoiou com toda infraestrutura de banheiros, fechamento das vias, seguranças, trio elétrico, brigadistas, e outros serviços inerentes ao funcionamento do local.
Como foi o desfile desse ano?
Foi um ano em que tivemos a presença da bateria do Babaloo e da Banda Pegasus e também de um trio elétrico. Houve uma redução de público nos bairros, percebemos isso em quase todos os blocos, salvo o Pau de Gaiola. No nosso caso, acredito que o evento do circuito oficial (Prainha) dividiu o público. Outro fator, que já está sendo avaliado pela Secretaria de Cultura, foi o horário. Embora para os organizadores esse horário tenha sido ótimo, muitos foliões ainda gostam de eventos noturnos, em nossa cidade. Outro fator que reparamos é que, o público de carnaval é praticamente o mesmo, sendo assim, muitos foliões deixaram os eventos de bairros para irem para “Prainha”. Mas só temos a agradecer, a Prefeitura, aos nossos patrocinadores e, principalmente, aos foliões do Boca de Sanfona.
O bloco é extremamente familiar, essa é nossa prioridade. No bairro Padre Eustáquio temos outro bloco histórico, o Bloco das Virgens, que traz uma proposta mais irreverente, muito bacana também, somos todos amigos, já o nosso, é mais para toda a família, jovens, crianças, idosos, para todo mundo.
Veja mais fotos em nosso site
www.luizparreiras.com.br

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