Carro elétrico: 5 dicas para viajar sem medo de ficar na estrada
Para diminuir os riscos de perrengues na estrada, o AUTOTEMPO consultou a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) reuniu 5 dicas com base na experiência de Maurício Barros, recordista da maior viagem de carro elétrico na América do Sul, ele percorreu 18.233 km por seis países em um veículo 100% elétrico.
Saiba a autonomia real do seu elétrico
Antes de encarar centenas de quilômetros, o ideal é entender como o carro se comporta fora do uso urbano. Velocidade constante, relevo, temperatura e uso do ar-condicionado alteram diretamente o consumo de energia.
“A primeira viagem precisa servir para conhecer o comportamento do carro na estrada. Antes de rodar 1.500 ou 2.000 km, faça viagens menores. Assim você entende o consumo do veículo e ganha confiança para percursos mais longos”, orienta Barros.
Planeje a rota e os pontos de recarga
Definir o caminho com antecedência inclui mapear onde recarregar. Aplicativos como PlugShare e ABRP permitem visualizar eletropostos disponíveis e estimar paradas conforme a autonomia do veículo.
“Deixar isso para a última hora pode dar mais trabalho, principalmente se o sinal de internet ou de celular não ajudar. Por isso, o ideal é concluir todo esse processo antes de pegar a estrada. Assim, evita contratempos durante a viagem”, recomenda o especialista.
Crie margem de segurança na bateria
Evitar rodar no limite é uma prática básica para viagens mais tranquilas. Se a autonomia estimada for de 300 km, o ideal é programar a recarga por volta de 230 a 250 km.
“Um dos erros mais comuns de quem viaja pela primeira vez é deixar para pensar na recarga quando a bateria já está muito baixa. Eu aconselho nunca deixar a carga cair abaixo de 20%. Se surgir uma oportunidade de recarregar durante o percurso, vale a pena aproveitar e seguir viagem com mais tranquilidade”, explica Barros.
Leve sempre um carregador portátil
O carregador portátil funciona como plano B em situações inesperadas. Mesmo com recarga lenta, geralmente entre 3% e 5% por hora, ele pode garantir energia suficiente para alcançar outro eletroposto.
O uso exige atenção à instalação elétrica. Equipamentos originais costumam operar com 13 amperes e devem ser conectados a tomadas de 20 amperes. Adaptadores ou ligações inadequadas podem causar superaquecimento.
“O que nunca pode ser feito é usar adaptadores para ligar o carregador em tomadas de menor capacidade. Se a tomada é de 10 amperes e o carregador trabalha com 13 amperes, a instalação pode superaquecer”, alerta Barros.
Evite horários de maior movimento
Viajar fora dos horários de pico reduz o tempo parado e melhora a previsibilidade do trajeto. Em períodos de alta demanda, como férias, filas em eletropostos podem surgir nos principais corredores rodoviários.
Escolher horários alternativos contribui para uma viagem mais fluida e com menos espera tanto na estrada quanto nos pontos de recarga.
Infraestrutura avança no Brasil
O mais recente levantamento da ABVE, com dados até maio de 2026, aponta que o Brasil já conta com mais de 25,4 mil pontos públicos e semipúblicos de recarga. O crescimento mais expressivo ocorreu nos carregadores rápidos (DC), que avançaram 32,8% em três meses, chegando a 8.601 unidades.
A expansão melhora o cenário para viagens, principalmente em rotas mais utilizadas, embora ainda existam regiões com cobertura limitada.
Com informações www.otempo.com.br/autotempo