O coração, a natureza e o ser humano
Guarda com toda diligência o seu coração porque dele procedem as fontes da vida” Provérbios
Em pleno século XXI, com quase meio século trabalhando para melhorar o coração de meus semelhantes e participando de mudanças tão drásticas na sociedade, valores, importâncias, objetivos e de presenciar tantas desigualdades sociais, ataques à natureza, presenciar populações enormes abandonadas e famintas enquanto um pequeno grupo imbuído na teoria do dinheiro, posse e opressão, não poderia deixar de especialmente chegando a sete décadas de vida, quase um compromisso fazer aqui, falando do coração algumas reflexões sobre o coração, a natureza e o ser humano. O que é a vida? Qual a relação do coração da natureza mãe e o ser humano? Sabemos que nascemos, crescemos, desenvolvemos amadurecemos, envelhecemos e partimos. A ciência proclama que um coração (ser) humano pode viver em torno hoje de cento e vinte anos e o exemplo vem da francesa Jeanne Calment, viveu 122 anos, andou de bicicleta até os 100 anos, vivendo sozinha até 110 anos e quando perguntavam a ela o porquê da longevidade ela dizia que “mantinha o bom humor, ria muito e evitava se preocupar excessivamente”. Nossos rios, cachoeiras, florestas, matas, árvores estão sendo destruídas, degradadas em prol de um projeto econômico que visa o capital, lucro e dinheiro, enquanto isso vivemos um enorme paradoxo produzimos alimentos suficientes para alimentar toda a população, porém um terço destes alimentos estão perdidos ou desperdiçados e um enorme número de pessoas estão vivendo em absoluta miséria, sem ter o que comer, onde morar e trabalhar e aí o coração sofre e muito. Destruímos a natureza e não plantamos sequer uma árvore ao ano enquanto a cada dia edifícios e mansões são edificados enquanto os desníveis sociais são impressionantes, os ricos cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres. Os escândalos de todos os tipos a cada instante aparecerem e se tornam comuns entre nós enfim a corrupção está institucionalizada (“Chegará um tempo em que o homem terá vergonha de ser honesto, de tanta desonestidade que haverá.”). Os alimentos que produzimos industrializados chegam ao ponto de nos adoecer, obstruir as artérias do coração; nossos maus hábitos de vida nos destroem; esquecemos que somos seres sociais e devemos viver em harmonia uns com os outros. A ciência já demonstrou que o isolamento social traz prejuízo à saúde mental e física do indivíduo. Enfim uma reflexão, esta vida é uma viagem que estamos fazendo e penso que o passado em nossa vida serve de ensino para que nos tornemos seres humanos melhores uns com os outros e com o ambiente no todo que vivemos; o futuro pertence ao criador, então vivamos o presente no mínimo sem prejudicar ao semelhante, fazendo o melhor de nós; ajudando ao nosso semelhante, cuidando da natureza, mudando nosso estilo de vida com bons hábitos, lembrando que a felicidade no entender dos filósofos está nos pequenos gestos e ações. Epicuro ao refletir, que a felicidade está na tranquilidade da alma, obtida por uma vida simples, pela amizade e medos desnecessários.