Em por falar em realidade
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A realidade dista do sentimento e este por sua vez cria irrealidades, ou melhor, mentiras convincentes. É enganoso acreditar apenas, o seguro é saber, conhecer causas e consequências, interesses, o que verdadeiramente esconde o anzol. Que benefício tenho, pensando, “achando”, defendendo e até ignorando o que para mim é desconhecido. Tão difícil é escolher entre o vermelho e o azul, realidades díspares da árvore do conhecimento. Presumir de estar dentro da selva sem camisa e descalço é indicação que falta um espelho para mostrar as feridas, porque para seguir contando apenas com o improviso e olhos e ouvidos alheios faremos que nossa caminhada seja insuportável para nós e acompanhantes, onde cada ruído ou sombra será um causante de estresse. Embora possa se considerar a realidade como coisa subjetiva de cada um indivíduo, corremos o risco de acomodarmos na crença de um falso sentido comum sem fundamento criado pela publicidade ou meio social predominante, não dando importância à nossa capacidade de pensar por conta própria. Qualquer realidade desestabilizadora é falsa, não atende ao interesse do indivíduo ou da coletividade. Procure entender a diferença entre a pílula azul e a vermelha, que para isso terá que voltar a estudar e melhorar o conhecimento para evitar ser apenas mais um a lamentar de tudo que sua realidade apresenta. Ser prudente ao julgar os outros e compassivos a nós mesmos é o primeiro passo para entrar em uma realidade objetiva.