E por falar em reinados
Há uma confusão generalizada ao entendimento de como educar socialmente uma criança. Educar para sentir-se queridos pela família não é o mesmo que educar para conviver fora do meio familiar.
Dentro da família tudo pode ser perdoado, sem limites às concessões, mentiras, tiranias, levando à cria de verdadeiros princesos e princesas que seguem pela vida em busca de súditos em todos os âmbitos de suas vidas.
Esta excepcionalidade adquirida na educação familiar impede à pessoa manter uma convivência saudável, respeitosa e empática por toda sua vida.
O desastre desta educação sem regras ou indulgente, além de causar um continuado e profundo mal-estar a quem que, por qualquer motivo se vê obrigado a conviver por algum tempo com esta ilusória e inconsistente autoridade, somente perde para o mal-estar próprio deste ou desta princesa.
Deixar o controle da própria vida a uma criança é condena-la a ser uma péssima pessoa no futuro, para si mesma e para os outros.
Estar demasiado tempo exposto a constantes privilégios nos roubam a capacidade de autossuficiência e uma profunda dependência de aprovação de nossas “involuntárias” maldades cotidianas.